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A transformação organizacional por meio de metodologias ágeis e o papel do Agilista como Agente de Mudança

Muitas organizações estão buscando a adoção de métodos ágeis com o intuito de resolver alguns de seus problemas. Esses podem ser: atraso nas entregas, pessoas desmotivadas, faturamento abaixo do esperado, implementação da metodologia por seus concorrentes, ou até mesmo parecer atualizado no mercado (o que de certa forma atrairia mais clientes e candidatura de novos profissionais).


Porém, a expectativa criada pode se tornar frustação, por não estarem atingindo seus objetivos, levando essas organizações a não acreditarem na metodologia e acharem que estão desperdiçando dinheiro contratando consultoria ou profissionais ágeis.


Mas, por que isso acontece? 


São vários fatores que levam a uma transformação ágil de fato e vontade somente não contribui para sua consolidação. Tudo parte do princípio de que pode levar tempo. Sim, tem que ter paciência, assim como todo investimento a longo prazo que é feito. 


Transformação ágil está diretamente ligada à transformação cultural. Isso implica em transformar pessoas. Essas são o centro dessa transformação.
A maneira como serão lideradas, como irão trabalhar, como irão ser motivadas e como aceitarão essa mudança organizacional irá direcionar o futuro da companhia para uma verdadeira transformação. 


Não é correto achar que uma companhia é ágil por aplicar métodos ágeis somente em TI. Uma transformação deve ocorrer em mais de uma área: RH, Financeiro, Marketing…Todos devem estar envolvidos, para não ocorrerem silos e pressões de setores que não estão envolvidos ou foram absorvidos pela cultura da empresa.


Mas, por que ocorre de muitas empresas não adotarem métodos ágeis em seus setores ou não evoluírem em sua transformação? Resistência é o principal obstáculo. Por isso, é importante que nós, agilistas, tenhamos cuidado com a abordagem empregada, entendamos o momento da empresa, sua história e o porquê de querer adotar práticas ágeis. Devemos ter empatia, sem impor o que achamos ser o correto. Também devemos ser resilientes, pois não vamos acertar de primeira, não vamos ser aceitos só por estarmos mostrando um “método mais legal” de trabalho (e que nem sempre será tão “legal”). A verdade é que podemos chegar com lindos discursos, mas o que realmente importa é o retorno financeiro. Temos que entender o nosso papel como principal agente dessa mudança.

Não devemos combater a resistência, mas entendê-la. Saber o motivo é a chave para o sucesso e ignorá-lo, o problema. Lembre-se: certificações, frameworks e discursos não servirão de nada se não entendermos que o pote de ouro da transformação está nas PESSOAS. Elas são as principais executoras do que será implementado. Sem elas, nada acontece. Foque nas pessoas, busque mostrar aos líderes como motivá-las, mostre a elas a importância de seus papéis dentro da organização e, assim, a TRANSFORMAÇÃO de fato ocorrerá.

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Tuane Machado

Agilista, apaixonada por tecnologia e transformação de pessoas e organizações através de métodos ágeis. Ama esportes (flamenguista doente), animais, filmes e rock n' roll.

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